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Sexta-feira, 10 de Abril de 2020, 08h:50

Defesa da Vida

Índice baixo de isolamento preocupa; Azambuja e Riedel reforçam recomendações

Redação

A adesão popular ao isolamento social mais amplo ainda é insuficiente para tranquilizar as autoridades médicas e científicas em Mato Grosso do Sul. Esta semana foi uma das mais preocupantes. O afrouxamento das restrições ao funcionamento do comércio tirou de casa muita gente, o trânsito e as ruas ficaram movimentadas na grande maioria das cidades.

Este cenário levou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Corrêa Riedel, a redobrarem a insistência nos apelos à sociedade com base no bordão “fique em casa”. Azambuja reiterou o compromisso de fazer do governo estadual um transmissor permanente das orientações médicas e científicas.

Segundo Eduardo Riedel, todas as providências que competem ao Estado já foram adotadas, mas sua eficácia depende também da contrapartida da população, principalmente nas posturas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, como ficar em casa e só sair se for absolutamente necessário, intensificar os cuidados com a higiene pessoal e a limpeza da casa e objetos de contato e manipulação, além de manter distâncias superiores a um metro e meio entre uma pessoa e outra.

O governador chama a atenção para os levantamentos sobre o comportamento da doença no mundo, sobretudo os números indicando que quanto maior a adesão do povo ao isolamento social horizontal, o mais amplo, menores são a velocidade e o alcance do contágio. Infelizmente, os dados de Mato Grosso do Sul trazem apreensão.

Apesar de os registros indicarem que a situação está sob controle, com apenas duas mortes e 89 casos confirmados até 11h de quinta-feira, a situação é preocupante porque é muito grande o número de pessoas circulando durante o dia e parte da noite.  Enquanto a taxa média do isolamento social no Brasil é de 53,30%, Mato Grosso do Sul continua entre os estados que menos tem atendido as recomendações, com um índice de 45,90%.

No topo do ranking da população que mais ficou em casa ontem (quarta-feira) está a de Jaraguari, com taxa média de 82,50% de isolamento social. Os outros nove municípios com melhores índices são: Vicentina (70,3%), Ladário (69,9%), Japorã (67,7%), Douradina (66,7%), Laguna Carapã (65,1%), Jateí (65%), Tacuru (64,1%), Aral Moreira (63,6%) e Coronel Sapucaia (61,9%). O cenário inverso foi registrado em Jardim, aonde apenas 36,80% permaneceu no raio de 450 metros de sua residência.

RESPIRADORES - A indústria nacional não consegue suprir a demanda por respiradores e as importações estão dificultadas pela concorrência feroz que se formou em torno do produto. Uma das saídas encontradas em Mato Grosso do Sul foi consertar respiradores com defeito, alguns há anos parados, e o resultado começa a chegar a quem mais precisa ainda nesta semana.

Esta solução foi articulada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Senai), que desenvolve iniciativa parecida em todo o Brasil. A Energisa, concessionária dos serviços de energia elétrica, entrou na parceria oferecendo-se para transportar os equipamentos até o laboratório do Senai de Campo Grande, aonde é feito o conserto.

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