Domingo, 09 de Agosto de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019, 10h:59

Polícia

Além de Jamil Name e filho, operação contra milícia prendeu guardas, policiais civis e federal

Garras investiga ligação entre arsenal apreendido no Monte Líbano e crimes de pistolagem em Campo Grande

Midiamax

(Marcos Ermínio, Midiamax)

A operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (27), em Campo Grande prendeu além do empresário Jamil Name e seu filho Jamil Name Filho foram presos quatro guardas-municipais, três policiais civis e um policial federal por envolvimento em uma organização criminosa que estaria ligada a execuções na Capital.

Foram presos Vladenilson Olmedo, Federico Maldonado, Márcio Cavalcanti e os guardas municipais Igor, Arantes, Eronaldo e Peixoto, além de um policial federal, que não teve o nome divulgado. A operação cumpriu 44 mandados, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão. 17 equipes envolvendo o Garras (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) e Choque estão na operação.

‘Vlad’ já havia sido denunciado em 2012 pelo Gaeco por fazer parte de uma organização criminosa para a prática de crimes de corrupção passiva e ativa, além de jogos de azar. Em 2008, ele foi preso junto de Ilson Figueiredo, no Paraguai na casa de um pistoleiro conhecido como ‘Betão’.

Armamento e prisões

Um armamento avaliado em R$ 200 mil foi apreendido em maio deste ano, no bairro Monte Líbano, com o guarda-municipal Marcelo Rios, que agora está preso na Penitenciária Federal. O armamento que foi apreendido foi enviado a Polícia Federal de Brasília para passar por perícia. Os laudos da PF indicaram que o arsenal apreendido teria vindo de três países, México, Filipinas e Estados Unidos da América.

Rafael Antunes e Robert Vitor também foram presos na época. Todos eles foram expulsos da guarda-municipal.

Execuções

Matheus Coutinho Xavier foi assassinado em frente à sua casa com 7 tiros de fuzil na cabeça, e na época de sua execução, no dia 9 de abril, foi levantado que a arma usada no crime poderia ter ligação com o armamento usado na execução de Ilson Figueiredo, que foi assassinado em junho de 2018.

O carro em que Ilson estava foi surpreendido, na Avenida Guaicurus e alvejado por diversos tiros de arma de grosso calibre, entre elas, um fuzil. Aproximadamente 18 cápsulas foram recolhidas pela perícia no local. Depois de ser atingido, o veículo que ele dirigia bateu contra o muro de uma casa.

Os pistoleiros que executaram o chefe da segurança da Assembleia Legislativa usaram uma metralhadora e um fuzil AK-47 no crime. Encapuzados, vestindo preto e com coletes à prova de balas, os pistoleiros começaram a atirar contra o carro do policial aposentado uma quadra antes do local onde o carro parou. Nas imediações na Rua Piracanjuba, na região, o carro usado na execução de Ilson, um Fiat Toro, foi encontrado incendiado.

Também foi executado com armamento do mesmo calibre, Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, conhecido como ‘Orlando Bomba’ executado com tiros de fuzil na cabeça, tórax, e braços em frente a uma barbearia.

Dois homens chegaram em uma Dodge Journey, desceram e executaram ele, que saía do local e ia em direção à sua camionete Hillux. Um outro homem em uma moto deu apoio para a execução. A polícia encontrou no local com a vítima três celulares intactos que estavam com ele, além de cheques e quantia em dinheiro. O crime aconteceu no dia 26 de novembro de 2018.

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