Domingo, 09 de Agosto de 2020

POLÍCIA
Quarta-feira, 01 de Julho de 2020, 10h:19

Cela especial

Carceragem "especial", 3ª DP tem investigadores e delegados dividindo 2 celas

Unidade no Carandá Bosque é onde estão agentes da lei presos por tráfico, assassinato e envolvimento com milícia

Campo Grande News/Marta Ferreira

Da esquerda para direita, os delegados Mário Shiro Obara, Éder Oliveira Moraes e Fernando Cruz, que estão presos em delegacia de Campo Grande. (Foto: Montagem com imagens de arquivo)

Preso desde o dia 17 de junho, quando foi alvo da operação Omertà, sob acusação de receber propina para atrapalhar investigações de assassinatos ao invés de concretizá-las, o delegado Márcio Shiro Obara vai continuar preso, segundo decisão judicial desta semana. Ele está em cela da 3ª Delegacia de Polícia Civil em Campo Grande, no Bairro Carandá Bosque, unidade que hoje abriga mais dois delegados acusados de crime.

Ali também estão outros três agentes da lei, todos implicados na operação contra milícia armada desencadeada em setembro do ano passado. São dois policiais civis e um federal. Soma-se, então, seis policiais na 3ª DP, cuja carceragem é dedicada a custodiar integrantes da Polícia Civil sob suspeita de ir para o lado dos bandidos, mas também recebe, como é o caso no momento, gente de outras instituições de segurança.

Quem está há mais tempo no lugar são dois delegados.  Fernando Araújo da Cruz Junior, 34 anos, réu por assassinar o boliviano Alfredo Rangel Weber, de 48 anos, em 23 de fevereiro de 2019, está na cadeia desde março de 2019 quando foi capturado em Corumbá em ação da Corregedoria da Polícia Civil, ou seja, há quase um ano e meio. Já tentou a liberdade algumas vezes, sem sucesso.

A outra autoridade policial é Éder Oliveira de Moraes, 51 anos, no cárcere desde 24 junho de 2020, há um ano portanto. Ele é processado por tráfico de drogas, por envolvimento no furto de 101 quilos de cocaína da delegacia de Aquidauana, que chefiava, e também porte ilegal de arma.

Responde, ainda, por estupro de vulnerável em processo no aguardo de sentença desde novembro do ano passado, como apurado pela reportagem. Éder chegou a conseguir recentemente o benefício da liberdade com uso de tornozeleira, mas a decisão foi revertida pela Justiça.

Os três delegados estão afastados das funções e vão passar por processo que pode redundar em exclusão da corporação, quando acabarem as ações judiciais. Éder e Obara tiveram, em maio, rendimentos brutos de R$ 29 mil. Fernando, delegado há menos tempo, registra remuneração de R$ 21 mil sem os descontos.

Omertà - Os outros policiais que dividem a carceragem da 3ª DP com os delegados são os agentes de polícia judiciária Elvis Elir Camargo de Lima e Frederico Maldonado Arruda e ainda o policial federal Everaldo Monteiro de Assis.

 

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