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COLUNISTAS
Sexta-feira, 16 de Abril de 2021, 07h:40

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Blog do BOSCO

Prática, concisa é a resenha diária de Bosco Martins.
Em poucos minutos você já sai de casa sabendo o que há de importante.

MATO GROSSO DO SUL, 15 DE ABRIL 2021

CASAS BAHIA

Para o público externo, um empresário-modelo, um sobrevivente do nazismo que recomeçou do zero no Brasil e construiu um império no setor de varejo, as Casas Bahia. Para dezenas de mulheres, um predador sexual que usava de seu poder econômico para praticar abusos contra meninas e mulheres jovens. Esse é o retrato de Samuel Klein, que morreu em 2014, que emerge de uma longa e detalhada reportagem elaborada por seis repórteres da Agência Pública. Karina Carvalhal, uma das dez mulheres ouvidas, conta que começou a sofrer os abusos aos 9 anos de idade quando seu nome foi recomendado por uma irmã de 12. “Ká, não se assuste porque ele vai te dar um beijinho”, mas Klein, segundo ela, acariciou seu corpo em troca de dinheiro e um par de tênis. “A segunda vez, ele já me levou pro quartinho”, completa Karina, hoje aos 40, referindo-se a um anexo do escritório onde havia uma cama hospitalar e aconteciam os abusos sexuais mais sérios. Segundo funcionários da rede, era comum meninas e jovens chegarem às lojas com bilhetes assinados por Klein autorizando-as a pegar produtos, geralmente eletrônicos, como “agrado”. As vítimas tinham sempre o mesmo perfil: meninas de famílias pobres entre 9 e 17 anos – pelo menos uma maior de idade disse aos jornalistas que fingia ser mais nova. Segundo a reportagem, auxiliares próximos do empresário organizavam festas que reuniam dezenas das “samuquetes”, como as garotas eram chamadas. Algumas das denúncias chegaram à Justiça, mas terminaram em acordos ou na prescrição pela idade de Klein, que morreu sem jamais ter ido a julgamento.

COTIDIANO DIGITAL

As compras pelos aplicativos bateram recorde. O primeiro trimestre de 2021 foi o maior já registrado com os usuários gastando US$ 32 bilhões — US$ 9 bilhões a mais do que o mesmo período do ano passado. Embora o iOS tenha visto um gasto maior do que o Android, as duas lojas cresceram 40%. E foram os jogos que geraram a maior parte dos gastos do consumidor no trimestre, respondendo por US$ 22 bilhões.

Por falar em jogos… A Entertainment Electronic Expo (E3) 2021 vai acontecer de forma totalmente gratuita e virtual. A feira mais importante dos games será nos dias 12 a 15 de junho e terá nomes como Nintendo e Xbox. A Sony e a EA, no entanto, ainda não confirmaram presença.

E… O Instagram está testando a volta das curtidas nas publicações.

POLITIKA

Bolsonaro entre Guedes e Lira

Pressionado como poucas vezes em seu mandato, Jair Bolsonaro se vê no dilema de escolher, por conta do Orçamento da União, entre o já combalido ministro Paulo Guedes e sua instável base no Congresso. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), avisou que não admite vetos no Orçamento aprovado pelo Legislativo, que prevê cortes em despesas obrigatórias em favor de emendas parlamentares e estouro do teto de gastos. Se Bolsonaro vetar, ameaça Lira, nenhum projeto do governo andará no Congresso, além da eterna ameaça dos processos de impeachment guardados na gaveta do presidente da Câmara. Já Guedes diz que a sanção do Orçamento como está seria crime de responsabilidade, justificativa para um impedimento do presidente. Com a “palavra com i” em todos os cenários e mais uma CPI da Covid a assombrá-lo, Bolsonaro busca alternativas. Lira propôs a sanção do Orçamento e o envio de um Projeto de Lei para “corrigir os excessos”, mas assessores do Planalto temem que, com as emendas garantidas, o Centrão não aprove o projeto, deixando o governo com o ônus do Orçamento estourado. Guedes, dizem fontes, teria posto o cargo à disposição, mas não foi levado a sério por Bolsonaro.

Nem foi preciso esperar a CPI para virem à tona problemas no combate à pandemia pelo governo federal. O Tribunal de Contas da União (TCU) indicou ontem que deve punir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por “omissões graves”. Uma delas foi mudar o plano de contingência do ministério para tirar responsabilidades do governo federal sobre o gerenciamento de estoques de medicamentos, insumos e testes

Bernardo Mello Franco: “Jair Bolsonaro está com medo da CPI. Ele sabe o que fez e deixou de fazer para que o Brasil se transformasse no epicentro da pandemia. Agora a CPI poderá identificar suas digitais na falta de vacinas, na sabotagem às medidas sanitárias e na morte de pacientes por falta de oxigênio. No melhor cenário para o capitão, a investigação ampliará seu desgaste às vésperas da campanha. No pior, ajudará a responsabilizá-lo criminalmente pelo morticínio.”

Enquanto isso o ex-presidente  Lula… O plenário do Supremo começa a votar hoje a liminar do ministro Edson Fachin que pode anular todos os processos contra o ex-presidente no âmbito da Lava-Jato em Curitiba.

Bela Megale: “A sessão do STF desta ultima  quarta-feira não trouxe boas notícias para o ex-ministro Sergio Moro. Em seu voto, a ministra Carmén Lúcia destacou que não cabe ao plenário se debruçar sobre a parcialidade de Moro, já que o assunto foi decidido pela Segunda Turma no mês passado, que reúne cinco ministros. Gilmar Mendes e Marco Aurélio fizeram coro com a colega e Rosa Weber sinalizou que tem o mesmo entendimento. Ricardo Lewandowski também já mostrou que seguirá nessa linha. Dessa maneira, as chances da suspeição de Moro ser revertida diminuem.”

O governo brasileiro mudou sua retórica sobre meio ambiente, mesmo que não tenha mudado as práticas. Em carta ao presidente americano Joe Biden, Jair Bolsonaro se comprometeu a eliminar o desmatamento ilegal até 2030 e até a trabalhar com o terceiro setor e com indígenas, alvos constantes de seus ataques. Com a carta, Bolsonaro espera melhorar sua imagem diante da conferência de líderes convocada por Biden para tratar das mudanças climáticas. O encontro, que acontece dia 22, é apontado como “última chance” de o Brasil mudar sua postura sobre o tema.

FONTE; Canal Meio, Abraji, Blog do Bosco 

BRASILEIROS PERDIDOS PARA A COVID CHEGAM A UM QUARTO DE MILHÃO

Já estava previsto, mas não é menos aterrorizante. O Brasil atingiu nesta quarta-feira a marca de 250 mil mortos pela Covid-19, mantendo-se atrás apenas dos EUA em número de vítimas fatais, embora seja o terceiro em casos — a Índia é o segundo. Ontem foram registradas 1.433 mortes, totalizando 250.079 vítimas. A doença está retrocedendo em vários países, informa Jamil Chade com dados da OMS, mas aqui ocorre o contrário. A taxa de transmissão no Brasil, apurada pelo Imperial College de Londres, voltou a subir e está em 1,05 – significa que 100 infectados transmitem o vírus para 105 novos portadores. Acima de 1, a taxa indica que a doença está fora de controle. Isso é o Brasil. (UOL)

Miguel Nicolelis, cientista: “Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo.” (Twitter)

Embora seja comandado por um general apresentado como especialista em logística, o Ministério da Saúde se enrolou com a Região Norte. Mandou para o Amazonas as duas mil doses de vacinas destinadas ao Amapá, que recebeu as 78 mil doses do Amazonas. A pasta diz que a situação será corrigida. E a crise amazonense só faz crescer. Nos 54 dias de 2021, a Covid-19 matou 5.228 pessoas no estado, mais que os 5.285 mortos registrados entre março e dezembro do ano passado. (G1)

A calamidade causada pela doença vai de um extremo ao outro do país. Depois do Amazonas, o Rio Grande do Sul vê sua rede pública à beira do colapso, com 96% dos leitos de UTI ocupados em Porto Alegre. A média móvel de mortes também registrou um aumento de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos. Pior, segundo especialistas, o número ainda não reflete as aglomerações clandestinas no carnaval. (Globo)

Em São Paulo, o governo determinou um “toque de restrição” a partir de amanhã, entre 23h e 5h para conter aglomerações. Em entrevista coletiva, o próprio governador João Doria (PSDB) teve dificuldade em explicar como o sistema funciona. (Folha)

O Senado aprovou projeto de lei permitindo que o governo assuma os riscos decorrentes da aplicação de vacinas, o principal entrave à compra de imunizantes da Janssen e da Pfizer (que já tem registro definitivo da Anvisa). O texto prevê ainda que a iniciativa privada compre vacinas, mas algumas várias condições: enquanto houver vacinação de grupos prioritários, 100% do que empresas importarem deverá ser doado ao SUS; depois, esse percentual cai para 50%, e o restante terá de ser aplicado gratuitamente, por exemplo, na imunização de funcionários. O projeto deve ser votado ainda esta semana na Câmara. (Globo)

Só que… O presidente Jair Bolsonaro, crítico dos termos exigidos pela Pfizer, acenou com a possibilidade de vetar o projeto aprovado pelo Senado. (UOL)

O Ministério da Saúde recebeu na terça-feira 3,2 milhões de novas doses de vacinas – dois milhões da Oxford AstraZeneca e 1,2 milhão de doses da CoronaVac. Elas devem começar a ser distribuídas ainda hoje. (G1)

TECH NO PRÓXIMO NÍVEL

Depois de anos em desenvolvimento, a pandemia não só acelerou, mas trouxe de vez a automação nas fábricas, nos armazéns e nas áreas administrativas. Até o fim do ano, a base instalada de robôs de fábricas em todo o mundo superará 3,2 milhões de unidades, o dobro do patamar de 2015. Segundo as previsões, o mercado global de robótica industrial crescerá de US$ 45 bilhões em 2020, para US$ 73 bilhões em 2025. Não é à toa que a General Motors lançou este ano uma nova divisão de logística de vans para entrega de mercadoria e paletes elétricos autônomos para serem usados em armazéns. Hoje, os avanços na tecnologia e modelos de negócios permitem que não só as grandes, mas também as menores empresas desfrutem dos benefícios da automação. (Folha)

Pois é… O Brasil lidera o parque de robôs industriais da América do Sul. Tem mais de 15,3 mil robôs em operação. Na América Latina, só perde para o México, que está perto do mercado americano. A robotização brasileira está longe da adotada nos países desenvolvidos. Enquanto tem de 12 a 13 robôs a cada 10 mil trabalhadores, os EUA têm 1,3 mil, China 938, Japão 1,2 mil e Coreia 2,7 mil. (Valor)

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