Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2021

CULTURA
Terça-feira, 01 de Junho de 2021, 08h:47

MEMÓRIA

Geraldo Espíndola lança show com músicas desconhecidas do público nesta terça

Aos 69 anos, o cantor e compositor sul-mato-grossense fará um show com músicas ofuscadas pelos grandes sucessos

Correio do Estado

Apresentação será realizada hoje, no canal do YouTube da TV Educativa de Mato Grosso do Sul - Edson Silva

“É um grito de lamento e ao mesmo tempo de esperança”, confessa Geraldo Espíndola ao falar sobre o novo show, planejado em plena pandemia. Aos 69 anos, o cantor e compositor sul-mato-grossense tem muita história para contar, e nem todas são conhecidas. 

Para a apresentação, que será exibida hoje, às 20h, no canal do YouTube da TV Educativa, ele selecionou canções que foram ofuscadas pelos grandes sucessos, como “Vida Cigana”.  

“Foi muito bacana, porque é um show novo, só com coisas novas e inéditas para a maioria das pessoas. A produção pinçou meus trabalhos antigos e reuniu várias canções”, afirma. 

A garimpagem resultou no projeto “Não, Violência Não”, aprovado pela Lei Aldir Blanc, com apoio do Fundo Municipal de Investimentos Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande, da Secretaria Especial de Cultura (Ministério do Turismo) e da TV Educativa de MS.  

A inspiração para o nome do projeto, segundo Geraldo, vem da indignação cotidiana. 

“Essa violência que está há tanto tempo ocorrendo, violência que não só não acaba como aumenta. Eu não aguento mais isso. Então, é um grito de lamento e ao mesmo tempo de esperança, porque a gente não pode perder a esperança e a fé. É o que nos resta, porque esperar alguma coisa de algum outro lugar é muito difícil, ainda mais em uma época como esta”, pontua.  

O show foi gravado e seguiu todas as medidas de biossegurança. “A apresentação também foi pensando no pessoal da saúde, em tudo que eles fizeram por nós. Seguimos todos os protocolos, uso da máscara e do álcool em gel”, completa.
Imunizado contra a Covid-19, Geraldo explica que, apesar da felicidade de ter tomado a vacina, ainda sonha com a abrangência da vacinação para os filhos e os netos.  

Ao lado de Geraldo, sobem ao palco os músicos Marcelo Loureiro, Gabriel Basso, Adriel Santos e Gabriel de Andrade. “Tem a participação do Marcelo Loureiro, meu querido maestro, e dos músicos que me acompanham há muito tempo, que são o Adriel, o Gabriel de Andrade e o Gabriel Basso. E o Alex Cavalheri na técnica de som”, lista.

"Foi muito bacana, porque é um show novo, só com coisas novas e inéditas para a maioria das pessoas. A produção pinçou meus trabalhos antigos e reuniu várias canções”.

Desconhecidas 
No show de hoje, Geraldo Espíndola priorizou canções antigas. 

“Não são tocadas e nem cantadas, passaram desapercebidas dentro dos meus trabalhos por causa de outras canções. Mas foi bom vir à tona tudo isso, porque tem temas como ‘Pureza’, que é uma música que eu fiz com o Almir Sater no começo da nossa carreira, e ela tem tudo a ver porque fala sobre as minorias, sobre a destruição amazônica, sobre a água do planeta, enfim, sobre tudo”, frisa.  

Segundo Geraldo, as músicas são atemporais. “Resolvi revisitar porque não é passado, porque é presente, continua tudo do mesmo jeito que era. Até pior. O desmatamento é muito pior, o desflorestamento é muito pior, a falta de água é muito pior e vai piorar ainda. Se nós não tivermos uma atitude agora para deter essa destruição, não vai ter jeito para as gerações futuras”, lamenta.

Por isso, para Geraldo, a violência precisa ser combatida. “Inclui tudo, a violência fascista, a violência descriminatória e a luta pelo desarmamento, que continua eternamente. Porque eu canto tanto para desarmar e o povo vem e se arma. Aí não dá”, finaliza.  

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