Sexta-feira, 17 de Setembro de 2021

POLÍCIA
Terça-feira, 03 de Agosto de 2021, 16h:07

Campo Grande

Justiça tem usado poucas medidas cautelares que substituem a prisão em Campo Grande

Defensoria analisou as circunstâncias da prisão de cerca de 850 pessoas em situação de cárcere, de março a junho deste ano

MIDIAMAX

(Foto: Divulgação)

Uma análise feita pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul em audiências de custódia apontou que medidas cautelares que substituem a prisão têm recebido pouca aplicação, na prática, em Campo Grande, mesmo durante a pandemia. Conforme relatório elaborado pelo Nucrim (Núcleo Institucional Criminal), foram analisadas as circunstâncias da prisão de cerca de 850 pessoas em situação de cárcere, no período de março a junho deste ano.

De acordo com o coordenador do Nucrim e defensor público, Gustavo Henrique Pinheiro Silva, dos casos registrados, 88% das prisões foram em razão de atos cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. Além disso, 69% envolviam pessoas sem condenações prévias.

“Tais números nos levariam a concluir que a concessão de liberdade provisória se aplicaria à maioria dos casos. No entanto, dos 850 assistidos, a prisão preventiva foi decretada em 60% dos casos. Dentre os 40% restantes, em apenas 7% foi utilizada a medida cautelar diversa de prisão de monitoração eletrônica — a tornozeleira eletrônica. Os dados demonstram que a decretação da prisão preventiva é a regra, e que ferramentas descarcerizadoras vêm sendo pouco utilizadas na prática”, destacou o coordenador.

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

icon-onibus

Rua Dr. Napoleão Laureano,13 - Bairro Santo Antonio - Campo Grande/MS

fn.jornaldoonibus@hotmail.com - CEP: 79100-370